“Que Mundo é Esse?” por Tabosa Filho

Imagens da Internet

O texto a seguir trata-se de um reflexão didática do meio em que vivemos! Pensamento critico do Comunicador Social, Tabosa Filho onde aborda o distanciamento social, por meio das redes sociais. Leia com atenção e deleite-se com uma boa reflexão!

Vivemos em permanente mutação, onde os avanços tecnológicos parecem ganhar cada vez mais velocidade, nos trazendo conforto, comodidade e tantos outros saldos positivos. Nestes meus 57 anos de vida, com aproximadamente 30 dedicados à comunicação, tenho me esforçado bastante para acompanhar os avanços, e acho até que não fico devendo muito à modernidade, porém algo me mete medo, A VIRTUALIZAÇÃO DO SER HUMANO!

Sempre fui contra extremos, preconceitos, fanatismos, radicalismo, etc. E um dos extremos preocupantes nos dias de hoje é exatamente a virtualização do ser humano, onde crianças já possuem celulares, adolescentes só querem celulares de última geração e, independente da condição financeira dos pais, essa tendência torna-se praticamente uma exigência, uma forma de inclusão destes no mundo moderno.

Amizade verdadeira e real, com pessoas reunidas, batendo papo e descompromissadamente jogando conversa fora, decididamente não faz parte do convívio social moderno. Reunir amigos para um bate papo ao vivo é praticamente impossível, e quando isso acontece termina sendo frustrado, pois, cada um fica teclando nas redes sociais, não dando a devida atenção ao contato presencial.

O perigoso nisso tudo é que terminamos por criar uma nova identidade virtual em detrimento da nossa identidade física, que é a verdadeira, que nos alimenta e nos sustenta. E as consequências desse mundo virtual são gravíssimas. Estamos, inadvertidamente, jogando a vida fora, mergulhando cada fez mais no perigoso mundo do individualismo, um mundo sem memória e descartável.

Utilizamos hoje aproximadamente 80% do nosso tempo nas questões relativas ao trabalho e nas redes sociais, deixando apenas 20% desse tempo para lazer e família. E é exatamente aí que está o grande problema, com a família ficando em segundo plano.

Exemplo é o que não falta, de pessoas que ao levantar-se já adotam como primeiro ato ligar o celular e ir ao Whats zap e depois nas outras redes sociais, sem, sequer, lembrar dos filhos, e nem os filhos dos pais. Este é o mundo virtual, onde, infelizmente, as pessoas não têm tempo nem pra si mesmas.

Outro exemplo prático desta deformação social, e como decorrência, é que milhares de pessoas já foram demitidos de seus empregos por, em pleno horário de trabalho, estarem mais concentrados nas rede sociais do que em seus afazeres.

Não podemos esquecer que o ser humano para sobreviver precisa de afeto, amor, carinho e compreensão, mas ao vivo e não virtual. Se não tomarmos o devido cuidado, e logo, o mundo virtual vai continuar roubando grande parte da vida das pessoas, as crianças e adolescentes não tem mais o hábito de brincar, estão todos conectados nos celulares ou nos computadores, nos jogos virtuais.

TELHADO DE VIDRO

Vivemos hoje permanentemente na vitrine, onde tudo que se passa na vida das pessoas conectadas (viciadas) como festas, baladas e desavenças são postados nas redes sociais. Posta-se tudo e, de certo modo, a sociedade vai anulando a privacidade é eliminando o charme da vida real.

DE VOLTA AO MUNDO REAL

Agora, no pós pandemia, é esperar que o malfadado e impositivo isolamento social nos discipline quanto a convivência, nos deixe como legado, além da contenção da pandemia, a importância do convívio presencial (real).

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