“Ainda há Tempo” por Tabosa Filho

AINDA HÁ TEMPO - Quando os bons se calam, os maus triunfam!

DIAGNÓSTICO

É fato que a omissão dos bons desequilibra o debate virtual. E a porta extremamente larga da internet, sem critérios e regras claras, que deu voz à multidão através das redes sociais, banalizou as relações humanas. São milhões de perfis verdadeiros e falsos misturados, recebendo o mesmo tratamento.

É lamentável que debates saudáveis, que deveriam contribuir com o crescimentos dos falantes e leitores, terminem quase sempre descambando para verdadeiras brigas de rua. Debates que começam num simples questionamento terminam se agravando, seja pela intolerância, radicalismo, fragilidade de argumentos ou questões políticas. Há também os debates que digressionam para confrontos pessoais, e que em nada contribuem, a não ser para agravar as diferenças ideológicas, políticas, religiosas, étnicas e pessoais, as piores, que produzem ofensas irreparáveis.

A refrega nas redes sociais não é fácil mesmo. A intolerância reinante no mundo virtual termina afastando os bons do debate construtivo. E este comportamento, involuntariamente, contribui com a pancadaria.

É no silêncio cúmplice dos decentes que os crimes acabam sendo perpetrados. Este texto do pastor Niemöller, simpatizante do nazismo no começo do movimento, e adversário deste logo mais a diante, expressa bem a verdade dita lá atrás pelo Pastor Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”

VEJA O TEXTO:

“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei;
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei;
No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei;
No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.” Pastor Niemöller

MAS AINDA É (HÁ) TEMPO

A conclusão que chego, particularmente falando, é a de que o mundo moderno (virtualizado), cheio de tecnologias, ainda necessita da intervenção diplomática dos mais maduros. De gente que diz o que pensa sem ferir, gente que, com o devido zelo, trava debate no campo das idéias, sem fulanizar. Seja discordando, concordando, divergindo, mas nunca se indispondo.

O DEBATE É BOM E EU GOSTO, DESDE QUE SEJA BOM, CONSTRUTIVO, E NO CAMPO DAS IDÉIAS. Forte abraço!

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